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ARTIGOS

QUAL O SIGNIFICADO DO "MANTRA" lokāḥ samastāḥ sukhino bhavaṁtu

Instrutor: André De Rose

लोकाः समस्ताः सुखिनो भवंतु
lokāḥ samastāḥ sukhino bhavaṁtu

Antes de começar a tradução do vocábulo mantra em questão, cabe ressaltar algumas dúvidas sobre esse tema. Existe muita confusão quanto ao termo, pois esse estilo de rezar, não faz parte da nossa cultura, muito embora a palavra mantra, faça sim, parte da nossa memória popular (usado em festas, raves e espaços de yoga). Então, costumamos chamar tudo o que é cantado em sânscrito, de mantra. Chegamos mesmo a incluir orações em latim, japonês, tibetano, português, inglês e outras línguas e dizer que isso tudo é mantra. Embora seja um jeito de pensar, e eu pessoalmente não tenha nenhuma crítica com relação ao uso dessa forma, preciso dizer que não é vista com bons olhos no meio religioso hindu. É importante explicar isso, pois esse “mantra” que eu coloquei aí em cima, é na verdade, um śloka.


Vamos entender um pouco mais sobre o tema?

Espero dirimir algumas dúvidas sobre o assunto, e possa ao menos um pouquinho, contribuir com sua prática. Vamos lá, o que o dicionário nos diz sobre o tema? Segundo o dicionário de Sânscrito da universidade de Oxford[1], mantra traduz-se por: conselho, resolução, instrumento do pensar, isso porque, uma parte do resultado do mantra, é o seu significado. Para que o assunto fique mais claro e interessante, basta lembrar que o termo “mantra” é formado a partir da raiz verbal “man” que significa ‘pensar’. O sufixo “tra”, que expressa o meio ou ‘instrumento’ pelo qual se realiza a ação indicada pela raiz do verbo para que esta se concretize[2], completa o significado da palavra “mantra”, que pode ser então traduzida como ‘instrumento que viabiliza o pensar’.
Obviamente o significado é apenas um entre uma constelação de fatores, o que inclui inclusive, usar intrincadas fórmulas que seguem uma métrica estrita, escritas antes do sânscrito se estruturar, quando ainda era falado, em diversas línguas muito próximas, conhecidas genericamente como vedico ou "sânscrito" vedico. Mas todos os mantras têm tradução e passam um recado ou conselho. Ele é chamado assim (vedico), porque foi usado para escrever os Vedas, que não foram compostos em uma só língua, mas sim em diversas variantes de um falar muito próximo.

Nesse contexto mantra refere-se tradicionalmente a composições na forma de versos magicos, encantos ou feitiços[1] que fazem parte de estruturas chamadas sūkta (hinos), organizados em anuvāka (sessão ou capítulo), que por sua vez, formam arranjos maiores, conhecidas como maṇḍalas (coleção ou território). Tudo isso, estrutura um conjunto religioso chamado Veda e foram compostos durante séculos por clariaudiência (śruti), por uma camada significativa da sociedade, até se tornar exclusivo da casta sacerdotal (varṇa brāhmaṇa)[3].

São ao todo quatro vedas Ṛg Veda, Yajur Veda, Sāma Veda e Atharva Veda. Esses quatro volumes juntos, possuem fórmulas, invocações e na forma kravyāda[4] do Deus Agni são executados sacrifícios de animais como, por exemplo, o Aśvamedha[5], o Sarpa Satra e o Agnīṣomīya[6] (hoje o sacrifício é simbólico com ofertas em manteiga clarificada, leite, requeijão, açúcar, açafrão, grãos, coco, água perfumada, incenso, sementes, pétalas e ervas.)[7]...[13], numa analogia forçada seria "semelhante" aos nossos terreiros nos cultos afro-brasileiros, que é o local onde se realizam os ritos cerimoniais e são feitas oferendas aos orixás, como se fosse um pagamento pré-datado (ou antecipado) pelo pedido feito. Quero deixar claro aqui meu profundo respeito por ambas as religiões, entretanto a comparação é meramente ilustrativa, para que o leitor possa ter uma forma aproximada de entender, usando por comparação algo similar ao que temos aqui em nosso país. É um ritual votivo[14], montado com espaço delimitado, o altar é temporário e móvel onde são feitos os sacrifícios e oferendas.


Só existem mantras nos Vedas?

Segundo os brahmanes mais tradicionais, sim. Só existem mantras nos Vedas (escrituras religiosas, numa similitude a Bíblia cristã), contudo os tântricos também reivindicam as suas próprias composições. Existe um argumento comum aos tântricos com relação a essa reivindicação, colocando suas diferenças. De forma alguma a comparação abaixo deve ser lida como um julgamento de valor, não existe melhor ou pior. Estou apontando apenas as diferenças entre ambos segundo o ponto de vista estrito indiano. Os tântricos dizem que enquanto um mantra vedico oferece, um mantra tântrico invoca, um mantra vedico é baseado em bhakti (devoção), um mantra tântrico é baseado em śakti (energia), um mantra vedico destaca fé, um mantra tântrico destaca conhecimento, um mantra vedico indica rendição, um mantra tântrico indica força, um mantra vedico aponta o respeito, um mantra tântrico aponta a realização, um mantra vedico enfoca a linguagem (o que é dito), as emoções e os sentimentos por trás disso, já um mantra tântrico se concentra na vibração, no som, na śakti do mantra, um mantra vedico pode ser cantado na mente, um mantra tântrico precisa ser falado em voz alta. Outro significado menos usado para mantra é "conselho particular", por esse motivo que o título usado para designar o mais alto cargo na Índia é de Pradhān Mantri (Primeiro Ministro), pradhān significa primeiro ou maior e mantri conselheiro.

Como disse mais acima, as pessoas costumam misturar tudo o que é cantado, e que é hindu, com mantra, isso se tornou tão comum, que até na Índia isso já está acontecendo, e em diversos lugares que eu fui, me disseram inúmeras vezes que iam me passar um mantra sem ser, talvez tenham se cansado de explicar ou simplesmente não se importem...

Outra forma confundida com mantra é o śloka. Śloka pode ser qualquer verso, ou a uma sessão da prosa. A rigor, a palavra śloka é o nome de uma medição poética, usado nas composições de textos da Índia. Grande parte dos épicos como: Rāmāyaṇa e Mahābhārata são escritos usando este medidor śloka. Devido à sua popularidade entre a poesia sânscrita, todos os kavis (poetas), seja qual for a forma ou métrica usada nas suas composições, mesmo não sendo, acabam tornando-se chamados de śloka. Portanto, no uso comum do dia à dia, a palavra śloka refere-se a qualquer verso, assim como a palavra mantra, acaba sendo usada em outros contextos.

Stotra e stuti, assim como śloka, são classificados pelos leigos como mantras. Stotra e stuti, são preces, freqüentemente orações de glorificação como um ode ou elogio. Podendo ser escritos em prosa ou verso.

Um bom exemplo é o Guru Stotram que é um elogio ao Guru. Guru significa 'pesado', ou 'aquele cuja opinião tem peso'.

DEVANAGARI
गुरु ब्रह्मा गुरु विष्णु, गुरु देवो महेश्वरा: |
गुरु साक्षात् परब्रह्मा, तस्मै श्री गुरुवे नमः ||१||

TRANSLITERAÇÃO
Guru Brahmā, Guru Viṣṇu Guru Devo Maheśvarāḥ |
Guru sākṣāt parabrahmā, tasmae śrī Guruve namaḥ ||1||

TRADUÇÃO
Guru é Brahmā o Guru é Viṣṇu o Guru é Śiva |
O Guru está manifestando fisicamente a alma universal, Saudações ao meu esplendoroso Guru || [?]


Também podemos adicionar sūtra à nossa lista. Sūtra é um modelo literário que por falta absoluta de comparação, se aproxima de forma muito distante a um “cordel”, esse meio de apresentação é feita no estilo de um texto costurado ou suturado (sūtra), onde as linhas de cada sūtra não podem ser apresentadas individualmente, como é o caso da máxima ou aforismo. Ou seja, sūtra não é uma afirmação! Não podemos dizer que é um aforismo. Ele necessita do texto corrente para fazer sentido, como se fosse um resumo que expressa a essência de um conhecimento em particular, com um mínimo de palavras. “Deve ser universalmente aplicável e sem falhas em sua apresentação linguística”, esta é a definição de sūtra de acordo com Vāyu Purāṇa e Skanda Purāṇa.[15] Assim, temos o Yoga Sūtra, Sāṅkhya Sūtra, Dharma Sūtra, Kāma Sūtra, Mokṣa Sūtra, Śiva Sūtra, Nārada Bhakti Sūtra etc.

Como por exemplo o Yoga Sūtra não é possível apresentar um sūtra separado de seu contexto correndo o risco de aleijar seu significado, como disse antes um sūtra não é um aforismo, e o exemplo mais conhecido dessa distorção é justamente o segundo e o terceiro sūtra do primeiro capítulo de Patañjali que jamais deveriam ser apresentados separados.

DEVANAGARI
योगश्चित्तवृत्तिनिरोधः ॥२॥
तदा द्रष्टुः स्वरूपेऽवस्थानम् ॥३॥

TRANSLITERAÇÃO
yogaś-citta-vṛtti-nirodhaḥ ॥2॥
tadā draṣṭuḥ svarūpe-'vasthānam ॥3॥

TRADUÇÃO
2. O yoga é o recolhimento [nirodhaḥ] dos meios de expressão [vṛtti] da mente [citta];
3. Então “aquele que vê” [draṣṭuḥ, o observador] se manifesta em sua natureza mais autêntica;[?]

Como podemos perceber acima, se utilizarmos o segundo sūtra separado do terceiro, tira todo o sentido da "frase", pois 'o único objetivo de recolher o diálogo mental é para revelar o observador em toda a sua autenticidade'. Mantendo assim um discurso fluido como um sūtra deve ser.

Contudo, não chegamos ao final dessa explicação, pois ainda falta kīrtana (celebração), bhajana (divisão ou partilha), japa (repetição), bīja (semente), que também, e principalmente esses, são confundidos com mantras.

kīrtana ou kīrtan significa celebrar, são cantos religiosos feitos em pé ou sentado, com ou sem instrumentos musicais, de cunho alegre, onde as pessoas dançam, pulam, vibram. Um kīrtana está intimamente relacionado ao bhajana, com ambos compartilhando vários objetivos, assuntos e temas musicais em comum. São consideradas artes performáticas devocionais, onde podem venerar os deuses, Brāhma, Viṣṇu, Śiva, Gaṇeśa, Kali, Durgā, Kṛṣṇa, Hanuman e milhares de outros.

O kīrtana está relacionado a uma coordenação de equipe mais estruturada, tipicamente com uma forma musical conhecida aqui no Brasil como responsório.[16] Inclui dois ou mais instrumentos musicais, com raízes nos princípios prosódicos da era vedica, e pede uma maior participação do público, onde o oficiante inicia um canto espiritual na forma de prece (stotra), um hino (śloka), uma reza (stuti) um feitiço (mantra) ou um tema de estudo (sūtra), o público responde cantando de volta numa resposta às suas crenças compartilhadas.

Um bhajan se refere a qualquer música com tema religioso ou idéias espirituais, em qualquer um dos idiomas regionais do subcontinente indiano, não necessariamente em sânscrito. É mais livre na sua apresentação e pode ser uma melodia singular que é tocada por um único cantor, com ou sem instrumentos musicais, é experimentado em silêncio ou em um canto compartilhado.

Existe também um movimento recente que mais cresce no mundo, chamado saṅkīrtan ou maṇipūri saṅkīrtana. Esse movimento religioso é uma forma de realizar arte envolvendo o ritmo de tambores, cantos, invocações e danças ritualísticas, praticada principalmente pela comunidade vaiṣṇava realizadas nos templos de Maṇipūr na Índia. Através de uma performance enérgica exibem devoção enquanto fazem referência a histórias de Kṛṣṇa, que invariavelmente produzem um fervor religioso levando os espectadores até as lágrimas. Ficou tão famoso que em 2013, saṅkīrtana figura como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO[17].

Japa é a repetição de qualquer som, que pode ser melódica ou não de qualquer uma das estruturas descritas acima (stotra, śloka, stuti, mantra, sūtra, bhajan) incluindo bīja, e pode ser feita com ou sem melodia.

E por último, temos o bīja que não é tântrico ou vedico. É a semente (bīja) que contém uma energia mística específica, que está conectado a um mantra igualmente específico. O mantra em si, é o que passa a ser vedico ou tântrico. Um mantra tântrico é aquele que usa extensivamente o bīja mantra porque usa o conhecimento do tantra para controlar a energia, não o seu sentido. Um mantra das escrituras vedicas é aquele que se baseia na fé e na devoção.

Por exemplo:

Um mantra vedico é assim:

DEVANAGARI
ॐ सह नाववतु।
सह नौ भुनक्तु।
सह वीर्यं करवावहै।
तेजस्वि नावधीतमस्तु मा विद्विषावहै।
ॐ शान्तिः शान्तिः शान्तिः ॥

TRANSLITERAÇÃO
OṀ saha nāv avatu
saha nau bhunaktu
saha vīryaṁ karavāvahai
tejasvi nāv adhītam astu mā vidviṣāvahai
ŌM̐ śāntiḥ śāntiḥ śāntiḥ

TRADUÇÃO
ŌM̐ ele pode proteger a todos,
que ele nos alimente,
que com ele, tenhamos vigor no trabalho,
que nosso estudo seja iluminador e que não haja animosidade entre nós.
ŌM̐, paz, paz, paz.

Um mantra tântrico é assim:

DEVANAGARI
ॐ ऐं ह्रीं क्लीं चामुण्डायै विच्चे

TRANSLITERAÇÃO
ŌM̐ aim hrim klim camundaye vicchai
(Não tem sentido, nem estrutura literária, nem tradução).

Embora mantra, a rigor, não faça parte das práticas do Yoga, é utilizado por muitos de seus praticantes. E não há problema algum nisso. Eu mesmo uso vários deles em minhas aulas e práticas, bem como também uso, śloka, sūtra, kīrtana, bhajana, japa e bīja. Seja lá como você usa os cânticos indianos, na sua forma devocional ou não, espero ter esclarecido um pouco melhor os temos e seu uso dentro do universo hindu.

Finalmente vamos ao śloka conhecido como, lokāḥ samastāḥ sukhino bhavaṁtu, traduzido ao pé da letra significa: "eles devem (ficar) bem em quaisquer mundos". Agora traduzido com interpretação fica assim: "onde quer que você esteja, lá será bom". É um mantra que reforça a ideia de que o mundo é uma projeção nossa, e portanto, somos nós que decidimos o que irá nos afetar...

Lokāḥ samastāḥ sukhino bhavaṁtu é uma recitação da prosperidade, ou um maṅgala stotra em sí mesmo, ele inclusive é chamado de svasti vācana "mantra", que é uma entoação para a sorte, mas também faz parte de um śloka mais longo, svasti prajābhyaḥ śloka que é variavelmente recitado no final de uma aula de yoga, todavia frequentemente em satsaṅgas, pūjā, agni hotra e homa. A frase lokāḥ samastāḥ sukhino bhavaṁtu é conhecida também como Lokakśema. Lokakśema é uma palavra sânscrita que significa Bem-estar Global. Loka significa mundo e kśema significa bem-estar.

Abaixo estão as quatro linhas de Maṅgala Śloka, das quais o lokāḥ samastāḥ sukhino bhavaṁtu faz parte:

SVASTI PRAJĀBHYAḤ ŚLOKA

DEVANAGARI
स्वस्तिप्रजाभ्यः परिपालयंतां ।
न्यायेन मार्गेण महीं महीशाः ।
गोब्राह्मणेभ्यः शुभमस्तु नित्यं ।
लोकाः समस्ताः सुखिनो भवंतु ॥
ॐ शान्तिः शान्तिः शान्तिः |

TRANSLITERAÇÃO
svastiprajābhyaḥ paripālayaṁtāṁ |
nyāyena mārgeṇa mahīṁ mahīśāḥ |
gobrāhmaṇebhyaḥ śubhamastu nityaṁ |
lokāḥ samastāḥ sukhino bhavaṁtu ||
ōm̐ śāntiḥ śāntiḥ śāntiḥ ||

TRADUÇÃO
Que a prosperidade das criaturas seja protegida;
[Que os] poderosos [governem] a terra pelo caminho [da] justiça;
[Que] haja sempre bem-estar para os brâmanes [e para] o gado;
Onde quer que você esteja, lá será bom.
ŌM̐ paz, paz, paz.

A recitação dos "mantras" da paz, também faz parte das técnicas de Maitrī Bhāvana, os meios de cultivar e desenvolver o amor e a compaixão.

A tradução foi elaborada fazendo a leitura natural do Sânscrito. A frase é apenas isso mesmo, um desejo (expresso pela voz Imperativa do verbo) de que os mundos possam ser ou se tornar agradáveis.

Esse é um sentimento muito peculiar ao Hinduísmo. Se eu estiver em paz internamente, pouco importa o lugar onde eu estiver, ele se tornará um lugar agradável.

Tradução pormenorizada do trecho:
LOKĀḤ SAMASTĀḤ SUKHINO BHAVAṀTU

Lokāḥ (leia "lokaarrá"), significa mundos, mas pode se referir também aos seres humanos, ele é o plural de loka (लोक) mundo, esse termo é usado para definir o submundo, a terra e o céu. Em sentido figurado, todos os seres, é um conceito generalizado de espaço preenchido. Isso fica mais claro quando entramos na narrativa indiana sobre a organização do seu espaço espiritual, para ficar mais fácil de entender, no Atharva Veda e nos Purāṇas, existem quatorze mundos, sete superiores (vyāhṛti) e sete inferiores (pātālas), bhūr, bhuvar, svar, mahar, jana, tapas e satya são os superiores e aṭala, vitala, sutala, talatāla, mahātala, rasātāla e pātāla os inferiores.

O conceito de loka se desenvolve na literatura (vedica principalmente). Influenciada pela conotação que uma palavra como essa pode ter para um povo nômade, loka no Veda não significava simplesmente lugar ou mundo, mas tinha uma significação positiva, era um lugar ou posição de caráter psicológico, com um valor especial.

Samastāḥ (leia "samastaarrá") aponta para algo que está em todos os lugares, significa também, todos, inteiros ou todos juntos. Esse termo é o plural de samasta (समस्त) m. n. é o que está em toda parte, total, junto, combinado ou unido. Samasta é a combinação de sama + asta. Sama (सम) m. pl. pode significar, simétricos, juntos, iguais, combinados e asta (अस्त) m. é o conjunto, fusão, declínio, morte, ir para o lar eterno. lokāḥ samastāḥ pode significar todos os mundos ou todos os seres. Nesse caso samastāḥ também pode representar união em harmonia

Sukhino (सुखिनो), m. n. pl. provém de sukhī, que significa aquilo que tem ou produz prazer ou conforto, o que é bom, felizes, confortáveis, alegria, bem-estar ou agradáveis. Sukhino também é uma acomodação fonética (saṁdhi) de sukhinaḥ, que se modifica porque está seguido por uma consoante sonora (bha).

bhavaṁtu (भवंतु), v. é o verbo bhū, quando está no imperativo, 3ª pessoa plural. sejam, existam, eles devem ou estejam.

Para finalizar, a origem do Lokakśema, muitas vezes é obscura, embora hoje seja muito usado, no passado era muito repetido como uma bênção para as chuvas das monções. Enquanto alguns praticantes de yoga e estudiosos hindus apontem para o Ṛg Veda ou a invocação da Kathā Upaniṣad, a única atribuição escrita ou fonte textual de "lokāḥ samastāḥ sukhino bhavaṁtu" parecem ser as inscrições em pedra que foram encontradas dos governantes da dinastia Sangama (1336 dC -1485 dC).[18]


Notas:

[1] Sanskrit-English Dictionary de Monier Williams Oxford University.

[2] Cf. Carlos Alberto da Fonseca e Mário Ferreira em “Introdução ao Sânscrito Clássico”, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1978, página 178.

[3] Varṇa é o nome utilizado para casta, na Índia existem 4 castas básicas que é uma forma de estratificação social caracterizada pela endogamia e destas surgem milhares de outras castas, pela transmissão hereditária de um status ritual hierárquico dividindo em especialidades, ofícios, habilidades e grupos sociais.

[4] O kunda é o nome do local montado especificamente onde o Deus fogo (Agni), será invocado. Agni é a boca dos deuses, por onde se alimentam, nesse caso específico é a boca de Indra. Jātaveda e kravyāda são as duas formas do Deus Agni, onde o primeiro envolve a queima e a oferenda aos deuses, onde no segundo caso o fogo é invocado para queimar a carne de cadáveres e partes de animais, igualmente como oferenda;

[5] Os sacrifícios de animais foram realizados nos tempos antigos na Índia e são mencionados em escrituras como o Yajurveda. O mais conhecido ritual é o Aśvamedha, no qual cavalos são sacrificados, isso é mencionado nos textos vedicos, como parte de um ritual do Yajurveda. No épico Rāmāyaṇa, Rāma realizou o sacrifício de Aśvamedha por se tornar o imperador Cakravartin. No épico Mahābhārata, Yudhiṣṭhira realiza o Aśvamedha depois de vencer a guerra de Kurukṣetra para se tornar o imperador Cakravartin. O Mahābhārata também contém uma descrição de um Aśvamedha realizado pelo rei Cedi Uparicara Vasu. Os governantes do império Gupta, a dinastia Calukya e a dinastia Cola também executaram o Aśvamedha.

[6] Agnīṣomīya foi o mais simples de todos os sacrifícios de Soma, nos quais exigia que uma cabra fosse oferecida ao fogo (Agni). agnīṣomīyapaśu era sacrificado geralmente uma ovelha ou cabra

[7] Arthur Berriedale Keith (2007). The Religion and Philosophy of the Veda and Upanishads (A religião e a filosofia dos Veda e Upanishads). Motilal Banarsidass Publishers. p. 327. ISBN 9788120806443.

[8] Arthur Berriedale Keith; Ralph T.H. Griffith (2013). The Yajur Veda (O Yajur Veda). Publish This, LLC. p. 1035. ISBN 9781618348630.

[9] James G. Lochtefeld (2002). The Illustrated Encyclopedia of Hinduism (A Enciclopédia Ilustrada do Hinduísmo): A-M. The Rosen Publishing Group. p. 41. ISBN 9780823931798.

[10] Rodrigues, Hillary; Sumaiya Rizvi (10 de junho de 2010). "Blood Sacrifice in Hinduism (Sacrifício de sangue no hinduísmo)". Mahavidya. p. 1. Arquivado no original em 17 de agosto de 2010 . Consultado em 17 de agosto de 2010.

[11] Dalal, Roshen (18 April 2014). Hinduism: An Alphabetical Guide. (Hinduísmo: Um Guia Alfabético) Penguin Books UK. p. 224. ISBN 978-8184752779.

[12] Dalal, Roshen (18 April 2014). Hinduism: An Alphabetical Guide. (Hinduísmo: Um Guia Alfabético) Penguin Books UK. p. 207. ISBN 978-8184752779.

[13] Uma Marina Vesci (1992). Heat and Sacrifice in the Vedas (Calor e sacrifício nos Vedas). Motilal Banarsidass Publishers. p. 103. ISBN 9788131716779.

[14] Richard Payne (2015). Michael Witzel (ed.). Homa Variations: The Study of Ritual Change Across the Longue Durée (Variações Homa: O Estudo da Mudança Ritual de “longa duração”) ritual votivo. Imprensa da Universidade de Oxford. pp. 1–3. ISBN 978-0-19-935158-9.

[15] J.L. Shastri - O Vāyu Purāṇa, Parte 1, (Série indiana antiga de tradição e mitologia, Vol. XXXVII) Editor: Motilal Banarsidass Publishers Pvt. Ltd. 0 ISBN 10: 8120803329 / ISBN 13: 9788120803329 - Vāyu Purāṇa Capítulo 59: Yugas e Classes de Pessoas; Linhagem de Sábios verso 117. Os conhecedores de Sūtras chamaram como Sūtra aquela (declaração) que consiste em muito poucas sílabas, é livre de ambiguidade, cheia de essência, que é abrangente em aplicação embora desprovida de anexos supérfluos e não contém palavras censuráveis.

[16] Para que possamos entender a cultura Indiana às vezes fazemos essas comparações em busca de compreensão, esse é o caso da palavra responsório que em latim, significa resposta, ou busca de respostas, também diz respeito a livro ou coleção de responsos, pode ser uma referência a um salmo responsorial, ou canto responsorial. Seja aqui no Ocidente ou na Índia responsório é uma forma de canto litúrgico onde um solista entoa versos que são respondidos (daí o nome) por um coro ou pela congregação. Sua estrutura varia conforme o texto, mas o aspecto de alterância entre um solo e um grande coro, é constante.

[17] O Yoga foi declarado como Patrimônio Imaterial da Humanidade em 2016 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e a Cultura (Unesco).
Recordando que a ONU já havia estabelecido em 2014 a data de 21 de junho como "Dia Internacional do Yoga". Desta forma, a prática se tornou o 13º patrimônio imaterial indiano, seguindo a Dança Chhau (2010), o canto budista de Ladakh (2012), o canto ritual Sankirtana e a dança de Manipur (2013) e o artesanato de cobre de Thathera de Punjab (2014).

[18] Gopal, Balakrishnan Raja; Ritti, Shrinivas (2004). Inscrições dos governantes da dinastia Sangama (1336 AD-1485 AD). Conselho Indiano de Pesquisa Histórica e Northern Book Center. ISBN 9788172111687. Balakrishnan Raja Gopal, Shrinivas Ritti. Inscrições dos governantes da dinastia Sangama (1336 AD-1485 AD). Conselho Indiano de Pesquisa Histórica e Northern Book Center, 2004 - Inscrições, Kannada, p. 1022.

[?] Gonçalves Barbosa, Carlos Eduardo; Os Yoga Sutras de Patanjali: Texto clássico fundamental do sistema filosófico do Yoga: Volume 1 Versão Integral - Edição bilíngue (Sânscrito/Português) Edição ISBN-13: 978-8568871010, ISBN-10: 8568871011 p.?

[?] A literatura de cordel como conhecemos hoje teve sua origem na Europa com os trovadores medievais (poetas que cantavam poemas no século 12 e 13), quando Portugal, colonizou o Brasil, essa forma popularizou-se por meio dos repentistas (nordeste) e violeiros (sul), que contam uma história musicada e rimada nas ruas das cidades, os quais espalhavam histórias para a população, que, na época, era em grande parte analfabetos, popularizando os poemas que depois viriam a ser os cordéis. São muito conhecidos por suas xilogravuras (gravuras em madeira), que ilustram as páginas dos poemas. O cordel é de muita importância para o folclore, já que os cordéis tratam dos costumes locais, fortalecendo as identidades regionais.

[?] Guru (em sânscrito गुरू) é um mestre no hinduísmo, budismo, e siquismo, que possui um profundo entendimento de alguma linha filosófica, o guru também é visto na religião indiana como um guia sagrado à auto-realização. "Guru" também se refere em sânscrito ao Brihaspati, uma figura hindu análoga ao deus romano Júpiter. Na astrologia Vedica, Guru ou Brihaspati é alguém que detém influência no ensinamento do devoto. De fato, na maioria das línguas da Índia tais como o Hindi, o dia da semana, terça-feira é chamada de Brihaspativār ou Guruvār (vār significa "dia da semana"). Na Índia contemporânea e na Indonésia, o termo "guru" é empregado para indicar um "professor".
No ocidente, o significado original de guru tem sido usado para indicar alguém que tenha seguidores, embora não necessariamente em um estabelecimento de ensino de filosofia ou religião. De forma metafórica, guru é empregado para descrever uma pessoa que tem autoridade por causa do seu conhecimento ou perícia em algum campo.
A importância de achar um verdadeiro guru é descrita nas escrituras e ensinamentos religiosos como algo vital para conseguir atingir o seu objetivo.
O termo surgiu no Rigveda como um adjetivo utilizado para indicar algo "pesado", seu oposto seria laghu "leve".
O termo detém um lugar especial no Hinduísmo, significando ambos um lugar sagrado do conhecimento (jñāna) e aquele que confere o conhecimento. O adjetivo significa "pesado, de peso ou profundo" é usado no sentido de "repleto de conhecimento",,[1][2] "repleto de sabedoria espiritual",[3] "repleto de boas qualidades como falam as escrituras e de auto realização",[4] "repleto de conhecimento e sabedoria".[5]
Uma outra notável interpretação etimológica do termo "guru" se baseia na metafórica representação da escuridão e da luz, no qual o Guru é visto como aquele que dissipa à escuridão[6].[7][8] Alguns textos a sílaba gu é descrita como(गु) e ru (रू) mudando da escuridão e luz, respectivamente.[9] A sílaba gu significa sombra A sílaba ru, aquele que dissipa, devido ao poder de dissipar a escuridão assim é chamado o guru. Advayataraka Upanishad 14--18, verse 5) Uma interpretação similar descreve o guru como aquele que "remove a escuridão da ignorância" baseada no Guru Gītā (literalmente a "canção de um guia espiritual"), um texto espiritual que descreve um diálogo entre Śiva e sua consorte Pārvatī sobre a natureza do guru e a relação guru/discípulo.

Reender Kranenborg um pesquisador de religiões holandês, esmiuçou a etimologia baseando se nas Upanishads, no Guru Gītā, e nas escrituras Sikh, os escritos de Krishnamurti, e outras opiniões de pessoas como John Grimes, Thomas Murray, entre outros, propondo que a definição etimologia de escuridão e luz nada tem a ver com a palavra guru e descreve-a como um etimologia popular".[10] (Kranenborg, Reender (Dutch language) Neohindoeïstische bewegingen in Nederland : een encyclopedisch overzicht (En: Neo-Hindu movements in the Netherlands, publicado pela Kampen Kok cop. (2002) ISBN 90-435-0493-9)

Em Western Esotericism and the Science of Religion, o autor faz uma distinção entre "etimologia esotérica" e "etimologia científica" colocando como exemplo a etimologia de "guru", que seria formada por ru ("afasta") e gu ("escuridão"), e o posteriormente "guru" como "pesado".[11] (Riffard, Pierre A. em Western Esotericism and the Science of Religion Faivre A. & Hanegraaff W. (Eds.) Peeters Publishers(1988), ISBN 90-429-0630-8)

Outra etimologia da palavra "guru" se encontra no Guru Gita, que define gu como "qualidades superiores" e ru como "destituído de forma", dizendo "Aquele que possui esta natureza que transcende as qualidades é chamado de guru".[12] (Gurugita v. 46 gukāram ca gunatitam rukāram rupavarjitam gunatitasvarupam ca yo dadyātsa guruh smrtah)



Para a transliteração do Sânscrito usei o padrão IAST (Alfabeto Internacional de Transliteração Sânscrita) que é um sistema de transliteração que permite a romanização sem perdas ou alterações na pronúncia, com o objetivo de proporcionar a leitura de um texto índico sem ambiguidade, exatamente como se estivesse na escrita original. Para um leitor não familiarizado com essa forma irá ser deparar com temos como, chakra escrito cakra, Shiva escrito como Śiva, Rig como ṛg, Rishi como ṛṣi, entre outros. Mas terá a possibilidade única de pronunciar as diferentes nuances, de, por exemplo, entre um simples "sa" de um "śa" ou um "ṣa". Provavelmente, se não está acostumado com a língua sânscrita, você pronunciou tudo da mesma forma, mas não tem problema é só uma questão de prática. Afinal, os caracteres sânscritos (silabário) tem 50 sons, contra 26 sons usados no nosso alfabeto, isso porque o sânscrito não tem algumas articulações vocais que nós possuímos como o “F” e o “Z”, por exemplo, perfazendo um total de aproximadamente 24 sonoridades que nós não temos na nossa escrita. Aprendendo isso, evitamos cair nas armadilhas da pronúncia, que ao invés de dizer uma coisa, podemos acabar cometendo a gafe de dizer outra, como é o caso bem famoso da palavra haṭha que significa força, pelo termo hata que significa estupro. E não, a diferença não está só no aspirado do “H” que está faltando...



Tradução detalhada do Svasti Prajābhyaḥ Śloka completo:

स्वस्ति sub. n., nom. (svasti) - sorte, prosperidade, bem-estar, sucesso.
प्रजाभ्यः sub. f. pl. (prajābhyaḥ) - das pessoas, das criaturas.
परिपालयंतां v. pl. (paripālayaṁtāṁ) - que ele seja protegido.
न्यायेन m. sin. (nyāyena) - com justiça.
मार्गेण m. sin. (mārgeṇa) - pelo caminho.
महीं f. sin. (mahīṁ) - terra.
महीशाः m. pl. (mahīśāḥ) - poderosos.
गो (go) - vaca, gado.
ब्राह्मणेभ्यः m. pl. (brāhmaṇebhyaḥ) - para os brâmanes.
शुभं n. sin. (śubham) - beleza, graça, bem-estar.
अस्तु v. sin. (astu) - seja, esteja, haja, ok.
नित्यं (nityaṁ) - sempre, eterno.
लोकाः m. nom. pl. (lokāḥ) - mundos, seres humanos.
समस्ताः m. n. pl. (samastāḥ) - é o que está em todos os lugares, todos, inteiros, todos juntos.
सुखिनो m. n. pl. (sukhino) - o que é bom, felizes, confortáveis, alegria, bem-estar ou agradáveis .
भवंतु v. pl. (bhavaṁtu) - eles devem, estejam.
शान्तिः (śāntiḥ) - paz.

Outros termos em sânscrito encontrados nesse texto:

ॐ (ŌM̐) - ōm̐;
अग्नि m. (agni) - fogo gástrico, bile;
अङ्गिरस् m. (aṅgiras) - hinos do Atharva Veda;
अथर्वन् m. (atharvan) - frequentemente acoplado aos de Aṅgiras e Bhṛgu, Atharvan era sacerdote que tem a ver com fogo e soma, era um Ṛṣi lendário (sábio vedico) do hinduísmo, que escutou (śruti) o Atharva Veda junto com o Ṛṣi Aṅgiras. Dizem que ele foi o primeiro a instituir o culto ao fogo yajña, enquanto cantava mantras em voz alta e oferecia ao fogo o sumo da planta soma. Às vezes, é listado entre os Sāptaṛṣi (os Sete Sábios). Seu clã é conhecido como Átharvanas. De acordo com o Mundaka-upanishad e outros textos, ele é o filho mais velho e manas putra (filho da imaginação) do deus Brahmā. Ele foi o primeiro aprendiz e o primeiro professor humano de brahma vidyā. Ele também é considerado o pai de Agni (o deus do fogo);
अधि prep. (adhi) - intelecto / estudo;
अनुवाक m. (anuvāka) - capítulo dos vedas, leitura, passagem, sessão, subdivisão recitação;
अवतु mf (avatu) bem [buraco no chão], pescoço, ele pode proteger;
अवहै (avahai) - trazer / ter;
अश्वमेध m. (aśvamedha) - ritual do sacrifício de cavalos;
अस्तु (astu) - assim seja, deixe estar, está bem, tudo bem;
ऋग् m. (ṛg) - verso, prece;
ऋषि m. (ṛṣi) - cantor de hinos antigos;
कर m. (kara) tributo, cessação, [imposto], pedágio;
करवावहै (karavāvahai) - trabalho (kara = mão; avahai = colocar em uso);
कवि m. (kavi) - poeta, sábio, pensador, cantor, dotado de inspiração;
काम m. (kāma) - paixão, desejo;
कीर्तन n. (kīrtana) - celebrar;
कुण्ड n. (kuṇḍa) - recipiente para carvões, rodeia um buraco no chão para o ritual do fogo;
कृष्ण adj. (kṛṣṇa) - negro, preto, negro azulado;
क्रव्याद adj. m. (kravyāda) - consumir carne ou cadáveres, animal de rapina, pilha de fogo do
crematório;
जप m. (japa) - repetição;
जातवेदस् adj. (jātavedas) - tendo tudo o que é nascido ou criado como sua propriedade;
तम adj. (tama) - mais desejado, em um alto grau, muito de, anseio, grau superior;
तेजस्वी adj. (tejasvī) - vibrante, ter grande energia;
देवनागरी f. (devanāgarī) - escrita comumente chamada de cidade divina ou cidade dos deuses;
धर्म m. (dharma) - aquilo que sustenta, dever, religião;
नऊ (nau) - ambos;
नाव m. (nāva) grito de alegria ou triunfo, barco, navio, ambos, todos;
पतञ्जलि m. (Patañjali) - aquele que cai nas mãos em cumprimento, formado pelas palavras pāta cair e añjali posição de cumprimento com as palmas das mãos unidas em frente ao corpo, nome de um filósofo, nome de Ananta quando recebe a forma humana, nome de um personagem do folclore hindu representando o conhecedor de mil ciências, geralmente adornado com um dossel em forma de cobra de mil cabeças, nome de um gramático, matemático e às vezes médico;
पुराण adj. (purāṇa) - antiguidade, mitologia;
प्रजा f. (prajā) - geração, procriação, sujeito, família, povo, propagação, animal, homem, prole, raça, nascimento;
प्रदान adj. (pradhāna) - chefe, primeiro, principal, fundamental, superior, major;
बीज m.n. (bīja) - semente, sêmen;
ब्रह्म m. (brahma) - sacerdote, engorda, espírito supremo;
ब्रह्मन् m. (brahman) - palavra sagrada;
ब्राह्म adj. (brāhma) - sagrado;
ब्राह्मण m. (brāhmaṇa) - sacerdote, engordador;
भक्ति m. (bhakti) - devoção, partilhar;
भजन n. (bhajana) - ato de dividir ou partilhar, reverenciar, prece;
भावन adj. (bhāvana) - ensino, imaginando, promover ou afetar o bem-estar de alguém, infusão, sentimento de devoção, cultivar, descoberta por combinação ou composição, reflexão, demonstração, fé em algo, contemplação, meditação, aquela causa da memória que surge da percepção direta, atitude, pensamento, imaginação;
भुनक्ति verbo (bhunakti) { bhuj } - consumir, nutrir, alimentar;
भृगु m. (bhṛgu) - declive, penhasco, precipício, relacionado ao planeta Vênus;
मङ्गल n. (maṅgala) - auspicioso, prósperoafortunado, amuleto;
मणिपूर m. (maṇipūra) - cidade da jóia;
मण्डल n. (maṇḍala) - coleção, circulo, roda, perímetro, província, território, divisão, cidade, empresa, compania, parte ou livro dos vedas;
मन्त्र m.n. (mantra) - consulta, segredo, encantamento, conselho;
मन्त्रि m. (mantri) - conselheiro, ministro;
महाभारत m. n. (Mahābhārata) - grande narrativa da guerra dos bharatas;
मा (mā) - não ser;
मैत्री f. (maitrī) - cordialidade, benevolência personificada, contato próximo ou união, igualdade, amizade, boa vontade, amizade, similaridade;
मोक्ष m. (mokṣa) - libertação;
यजुस् n. (yajus) - sacrifício, reverência religiosa, quando se refere aos vedas (Yajur Veda) onde as duas versões "branca" (śukla) contém somente os mantras, enquanto as quatro versões "negra" (kṛṣṇa) entremeiam os brâmanes junto aos mantras;
यज्ञ m. (yajña) - sacrifício, oferenda;
रामायण adj. (Rāmāyaṇa) - jornada de Rāma;
रुति f. (śruti) - o que se escuta, notícia, audição, aprendizado;
वर्ण m. (varṇa) - casta, cor, cor do rosto, forma, qualidade, especie, figura, tribo, ordem, classe, tinta;
वाचन n. (vācana) - recitação;
वायु m. (vāyu) - sorpo, vento, ar vital;
विद्याf. (vidyā) - conhecimento;
विद्विष् adj. (vidviṣ) - raiva, hostilidade, inimizade, animosidade;
वीर्य n. (vīryam) - virilidade, vigor, força, energia;
वेद (veda) - (Leia sempre vêda nunca véda ou védica) - m. conhecimento, conhecimento
verdadeiro, saber, aquisição;
वैष्णव adj. (vaiṣṇava) - seguidor de Viṣṇu;
शक्ति f. (śakti) - força, energia, habilidade, poder, esposa;
शिव adj. (śiva) - benévolo, bondoso, aquele que faz bem;
श्लोक m. (śloka) - proverb, máxima, verso;
सङ्कीर्तन n. (saṅkīrtana) - método de canto religioso;
सत्सङ्ग m. (satsaṅga) - reunião em boa companhia, reunião com a presença do ser;
सह indecl. (saha) junto com;
साङ्ख्य n. (sāṅkhya) - número, discriminar, enumerar;
साम m. (sāma) - canto ritual, uma composição fina, o Sāma Veda é descrito como extraído do sol em e faz referência especial aos Pitṛs ou antepassados ​​falecidos, e, portanto, seu som possui uma espécie de impureza, enquanto o Ṛg Veda tem como objeto principal os deuses e o Yajur Veda os homens;
सूक्त n. (sūkta) - hino, provérbio sábio, falar bem, eloquente;
सूत्र n. (sūtra) - sutura, costura, direção, discurso, regra;
सोम m. (soma) - néctar da imortalidade, suco de uma planta oferecida aos deuses;
स्कन्द m. (skanda) - prateado, destruição, nome do deus da guerra, nome de um purāṇa;
स्तुति f. (stuti) - laudation, elogio, adulação;
स्तोत्र n. (stotra) - ode, elogio, hino, lírico;
हनुमन् m. (hanuman) - um general macaco;
होम m. (homa) - provém da raiz hu, que se refere a "derramar fogo, oferecer, sacrificar" Onde num espaço ritual de homa, o altar é temporário e móvel. Outros nomes havan ou yajñā.

साक्षात् indecl. (sākṣāt) - em forma corporal, manifesta-se, visivelmente;
श्री adj. f. (śrī) - esplendoroso, santo, senhor, anexado a nomes pessoais como um símbolo de veneração;
परब्रह्मन् n. (parabrahman) - Espírito Supremo ou brâmane;
नमः interj. + dat. (namaḥ) - saudar, saudações;
गुरु m. (guru) - pesado, qualquer pessoa venerável ou respeitável, difícil, autoridade;
ज्ञान n. jñāna conhecimento sobre qualquer coisa

Instrutor: André De Rose