Receba nosso informativo:

ARTIGOS

A riqueza geradora de riqueza

Instrutor: Lara Macedo Pascom

O autoconhecimento é o caminho para a verdade da experiência individual. É reconhecer-se como ser completo em si e também parte de algo maior.
Imagine sua vida como um filme. Pode ver os encaixes entre os compromissos, fases e situações? Por mais intenso que seja um acontecimento, ele é só parte da sua vida, ao mesmo tempo só é possível constatar que sua vida existe pelas experiências que tem enquanto ela acontece - no contínuo agora.

Na pretensão de falar sobre a riqueza mais importante, trago um trecho do livro O Valor dos Valores, escrito pelo Swami Dayananda Saraswati, que sob a luz do Vedanta explica sobre o valor tattva-jnanartha-darsanam. “O conhecimento básico necessário a ser descoberto na vida é o conhecimento do que de fato existe, o que é real, o que é fundamental” e a descoberta se dá ao “não perder a visão do autoconhecimento como a meta prioritária, tendo um valor imenso por este objetivo de modo que não seja eclipsado por outras metas, mas permaneça sempre na mente como o propósito fundamental da vida, o objetivo reconhecido por trás de todos os outros objetivos que possam ser buscados”.

Para obter autoconhecimento é necessário manter o estado de presença. A presença é a maneira de observar as circunstâncias, discernir e escolher como se posicionar. É agir conscientemente. Ou seja: autocontrole para se manter no caminho do autoconhecimento e autoconhecimento para se manter no autocontrole.

Mas porque autocontrole e não apenas ‘deixar a vida me levar’? O autoconhecimento é inevitável, é a própria experiência de existir. Sentimos dores e prazeres e a medida que nos conhecemos já temos ferramentas para escolher o que causa dor ou prazer.

Algumas coisas que causam prazeres, quando observadas friamente, causam dores. Por exemplo: Ingerir bebida alcoólica em excesso, no momento pode ser prazeroso, mas provavelmente depois de algum tempo pode causar dor de cabeça e enjôo, e se for uma prática recorrente pode causar vício, o que é doloroso não só no corpo mas também na mente.

Assim, quando temos autocontrole podemos discernir e escolher conscientemente. Pessoalmente procuro escolher o que mais está alinhado com os meus objetivos de vida, o que me causa mais prazer. É também o que sugiro a quem me pergunta. A felicidade é um sinal de que estamos fazendo algo de bom com a vida. Da mesma forma, sentimentos como culpa e insatisfação indicam quando estamos agindo na contramão dos nossos ideais.

Por isso, o autoconhecimento é a maior das riquezas. É a riqueza que possibilita a riqueza do discernimento, a riqueza da felicidade, todas as riquezas que forem necessárias no caminho da realização dos objetivos individuais e consequentemente gera riqueza para os outros indivíduos (mas isso é tema pra outro texto).
Então vamos lá: praticar a presença para ter capacidade de discernir e colher todos os frutos da riqueza do autoconhecimento.

pOSTADO EM http://fluxofeminino.com.br/a-riqueza-geradora-de-riqueza

Instrutor: Lara Pascom